se entregou
e transbordou
entrou em mim
entrou em transe
ficou em extase
finquei as mãos no mar
por entre as bandas dalí
por entre as bandas de lá
friccionamos a pele
o ato de trasnpôr
esfregamos na cara do mundo
a forma de deixa-lo de lado
o jeito de ter a metade
e não se arriscar a dor
ficamos entrelaçados
e o tempo parou
ficamos a beira
ficamos de lado
e pelas ventas saltavam errupção
eu respirei você
eu engoli você
pra te fazer canção
saímos pela porta do amar
sem transoformar a amor
me fez incendiar
eu me fiz paixão
e quando eu acordei
só tinham lençóis
um travesseiro
e um vão
quarta-feira, 22 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
síntese
eu gost-ar-ia de dizer que já encontrei o caminho
mas ele continua
incerto
estreito
escuro
construí um muro
esmurro o oco
aturo o tempo vazio
meu peito quer puls-ar o sangue
meu corpo quer ferver o leite
minhalma quer jorr-ar
eu quero transbord-ar
preciso respir-ar
quero continu-ar
me deixe ilumin-ar o céu do chão
me faça não viver pra sempre invão
me ajude a reverter a dor
eu quero exclarm-ar o amor
rezo uma prece com fervor e devoção
a todos os santos que pude conhecer
pedindo auxílio exclussão
pedi pra eu me ter
ao te dizer sim, eu disse não pra mim
só eu posso mut-ar
só eu posso me am-ar
de dentro pra fora metarmofose-ar
e parafrase-ar o ritmo que estou
se vou desconexo
cutuo meu sexo
e voou
mas ele continua
incerto
estreito
escuro
construí um muro
esmurro o oco
aturo o tempo vazio
meu peito quer puls-ar o sangue
meu corpo quer ferver o leite
minhalma quer jorr-ar
eu quero transbord-ar
preciso respir-ar
quero continu-ar
me deixe ilumin-ar o céu do chão
me faça não viver pra sempre invão
me ajude a reverter a dor
eu quero exclarm-ar o amor
rezo uma prece com fervor e devoção
a todos os santos que pude conhecer
pedindo auxílio exclussão
pedi pra eu me ter
ao te dizer sim, eu disse não pra mim
só eu posso mut-ar
só eu posso me am-ar
de dentro pra fora metarmofose-ar
e parafrase-ar o ritmo que estou
se vou desconexo
cutuo meu sexo
e voou
segunda-feira, 18 de abril de 2016
caso de urgência
quando sinto que posso esquecer algum detalhe
passo no mercado, na fileira de shampoos
só pra sentir seu cheiro de novo
como naquela manhã pós-banho
quando eu saí com você em mim
.
e seu cheiro me seguindo pelo caminho
.
escorrendo pelo meu corpo
.
e o perfume se agravando com o vento que batia em meus cabelos
(o mesmo vento que fechou a sua porta)
.
.
abro-o como um pote de memórias
cheiro vagarosamente, como se meu rosto tocasse seus cabelos
e é como se você estivesse ali
aqui
em mim
não penso em usar (nem em fugir)
porque artifícios assim só podem ser usados em casos de urgência
casos sérios
como peder algum segundo das poucas horas
como peder algum segundo das poucas horas
a memória é tudo que eu tenho de você
então eu escrevi esse poema
pra não esquecer tudo o que eu senti
quando suas luzes amarelas
tocaram em mim
segunda-feira, 28 de março de 2016
sobre o mundo que construí com todas as histórias que você me contou
sobre o mundo que construí com todas as histórias que você me contou
onde eu coloco todas as histórias que vivemos juntos?
e que não foram embora junto com quase todo meu sentimento
o que eu faço com essa memória que me aperta o peito?
eu desconstruí toda a idéia que tinha sobre o amor
revolucionei todo o amor que tenho por você
essa coisa de jogar fora o que foi de verdade não é pra mim
eu gosto mais é de reciclar o que foi bom, pra ser melhor
e pode ser
não consigo sentir sem doar
se não doar, não consigo não doer
e dói
e rói
e quanto mais aperta mais escorre
se não transbordar aqui
acabo jorrando em você, num surto de verdades
em caixa alta, a plenos pulmões, numa ligação sem fundamento, pra você
pra você que não ouviu todo o histórico do que venho sentido há tempos
desde o tempo que decidiu que apesar de ser, eu não era mais ninguém pra você
eu não sei desamar, e nem quero aprender
se o que eu sinto é meu, vou guardar aqui, assim, exposto
pra quem sabe um dia dividir com você, que já se dividiu tanto comigo
o que "restou" da nossa linda história de amor
o meu grande amor em preto e branco
onde eu coloco todas as histórias que vivemos juntos?
e que não foram embora junto com quase todo meu sentimento
o que eu faço com essa memória que me aperta o peito?
eu desconstruí toda a idéia que tinha sobre o amor
revolucionei todo o amor que tenho por você
essa coisa de jogar fora o que foi de verdade não é pra mim
eu gosto mais é de reciclar o que foi bom, pra ser melhor
e pode ser
não consigo sentir sem doar
se não doar, não consigo não doer
e dói
e rói
e quanto mais aperta mais escorre
se não transbordar aqui
acabo jorrando em você, num surto de verdades
em caixa alta, a plenos pulmões, numa ligação sem fundamento, pra você
pra você que não ouviu todo o histórico do que venho sentido há tempos
desde o tempo que decidiu que apesar de ser, eu não era mais ninguém pra você
eu não sei desamar, e nem quero aprender
se o que eu sinto é meu, vou guardar aqui, assim, exposto
pra quem sabe um dia dividir com você, que já se dividiu tanto comigo
o que "restou" da nossa linda história de amor
o meu grande amor em preto e branco
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
eu passarinho, que Piah
luz amarela, madeira maciça
aquarela me atiça
quintal envolto em verde e metal
pegadas felinas
carinho que mantém meu ventre quente
e dentro da casa, ela
garrafas de vidro com flores amarelas
bromélias
janela e cores no concreto entre trepadeiras
e a beira do orgasmo, eu
esse seu olhar me desconcerta
conecta
me dá um tom familiar
seus cabelos cobrindo o pescoço
a mandala no dorso
nos meus lábios os poros
salivo seu arrepio
o balançar da rede embala o beijo
ensejo... me apaixonar
e tudo pára
nossos corpos conversam em silêncio
a luz de velas... a tal da luz amarela
ao fundo a trilha sonora começa a tocar:
"no giz do gesto o jeito pronto"
só não desacreditei porque ali, não tinha como duvidar
parece que você veio pronta
parecia que a vida apontava você em mim
eu acho que eu já sabia
a magia não pode durar muito mais
sentada no quintal, percebi que o tal do tempo brincou comigo
no seu abrigo construímos o "nós" em uma noite
ao acordar com a claridade e te ver ali, iluminada
a janela enfeitada
respirei fundo... bem fundo!
me despedi do seu mundo, lindo mundo particular
voltei a poltrona de rodas que me levou pra perto
beijei o felino que tanto carinho me fez
recebi seu cheiro e o abraço que me arrebatou
então parti no trem de prata
e libertei você pra outro amor
que me arrastou pra longe
longe da história que eu construí
naquela noite
dentro de mim
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
re-ação
mesmo com a relatividade de nossos papos
mesmo com a inconsistência dos nossos atos
mesmo com a distância dos nossos corpos
nada foi mais forte do que ver você partir daqui
agora
de dentro mim
não foi físico, foi quântico
não foi pensado, foi emocional
não foi sólido, foi líquido
e escorreu em mim
e rasgou a cor, e marcou a pele
e inchou os lábios, os olhos
e murchou os laços que ainda existiam em nós dois
e preencheu o que era vago
e encheu meu peito largo, de vazio
ar
a remar
rio acima, pra longe do que existia de nós dois
no caminho da minha corredeira fui deixando correr
com a água tudo que existia entre eu e você
foi pele, foi corpo, foi papo, foi alma, foi embora
foi a hora de me despedir
de tudo que existia, aqui, de você em mim!
mesmo com a inconsistência dos nossos atos
mesmo com a distância dos nossos corpos
nada foi mais forte do que ver você partir daqui
agora
de dentro mim
não foi físico, foi quântico
não foi pensado, foi emocional
não foi sólido, foi líquido
e escorreu em mim
e rasgou a cor, e marcou a pele
e inchou os lábios, os olhos
e murchou os laços que ainda existiam em nós dois
e preencheu o que era vago
e encheu meu peito largo, de vazio
ar
a remar
rio acima, pra longe do que existia de nós dois
no caminho da minha corredeira fui deixando correr
com a água tudo que existia entre eu e você
foi pele, foi corpo, foi papo, foi alma, foi embora
foi a hora de me despedir
de tudo que existia, aqui, de você em mim!
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