domingo, 11 de julho de 2010

Na estrada...


Aquele breu ali na frente, olho constantemente.
Uma luz lá no meio teima em brilhar!
É o farol do carro da frente, volto pro mundo... ahhh
Lembrei do dia, em que eu tinha, uma vida só de brincadeiras,
de pique-esconde, pega-pega, patins, dança das cadeiras...
Um belo dia me contariam, que isso iria acabar.
E pagar contas, viver a vida eu teria que começar.
Hoje eu cresci e aprendi que viver é constantemente diferente.
Um dia vivido não se compara ao que vai acontecer um ano pra frente.
Eu acredito em tudo que é bom, a minha fé sempre permanece.
É o que me leva do chão ao céu, ao sonho e só.
Nessas calçadas segui pegadas, vivi tudo que há de melhor.
Olho pra cima e lá encontro castelos de concreto cheio de janelas.
Aí percebo que nem tudo é como pintei com a aquarela.
De qualquer forma eu não reclamo dessa vida que me leva e às vezes me deixa perdida.
Amo viver, fazer e deixar acontecer é viver sem medida.
Na medida imatura e pura do contexto da vida.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dia a dia

Nessa vida não se cala.
Não se abala, para e repara...
Vive-se. E se vive... ri, chora, sofre, se explora, escreve só, no mundo sua história.
Cada dia uma nova sorte, o mesmo horizonte, talvez um outro norte.
Página virada, novas histórias e palavras...
Uma nova carta jogada na mesa, uma nova certeza que terá outras incertezas.
Razão da ilusão, o fundamento desse vão que parece que tenho aqui.
Mais uma página virada, que dói quando rasga.
Dói e a gente chora.
A gente rasga a página do livro, mas não muda nenhum rabisco que foi guardado na memória.
Não tenho idéia de quantas cartas cabem pra jogar na minha mesa.
Em poucas palavras puras, mostro a minha loucura e questiono minhas incertezas.
Eu explodo em lágrimas se não posso escrever, nas minhas páginas histórias sobre eu e você.
Se isso existe me ensina como é um “ex-amor”.
Amor que um dia foi construído não acaba só muda de forma e cor.
Aos poucos vou aprendendo a falar de amor.
Vou aprendendo a lidar com todo sentimento que ainda não conheço.
Às vezes me canso de tentar e adormeço.
Quando acordo estou pronta pra um novo dia.
Batalha... trabalha, ganha tudo com suor e alegria.
Pra tudo na vida queira e dê sempre o melhor.
Eu não admito ser chamada do que não me cai bem.
Não me deixo levar fácil por ninguém.
A racionalidade me fez aprender. Agora antes de qualquer coisa eu penso em mim, não em você.
Isso é bem conhecido, como amor próprio, ou próprio amor.
Se pra você dou uma rosa, eu mereço um bouquet da mais linda flor.
Vou buscar de todo o mundo ao meu redor, as melhores essências, os maiores amores, uma vida sem pudores... O melhor que há em mim.
Daquelas simples flores pinto o mundo em mil cores e faço o meu jardim.
Um mar de flores.
Um clã do bem.
Aquela luz que não tem fim quero ter em mim também.
O maior amor do mundo tenho lá no fundo... aqui no fundo, dentro de mim.
Pra ser gostoso que toda história não tenha jogo, que seja dia a dia, naturalmente bom... Enfim.
E pra não ter que terminar de novo, pra não doer em dobro, que e só acabe quando realmente chegar o fim.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A razão, a emoção e um pouco mais

Bato de frente com o tempo, num incessante furacao de pensamentos...
e logo me deparo com uma vontade louca de gritar.
Chora pela boca menina.
Derrama águas cristalinas.
Bota no teu blog o que sente.
Amplia e vai longe a tua mente.
Quem mandou ser displicente?!
Agora senta e sente o sentido das verdades que vieram das decisões.
Se toma atitude e sonha, agüenta firme a tormenta que vem.
A liberdade tem um preço, e pra pagar deixa até o que não tem.
Logo entristeço, mas penso... penso...
E não arrependo de um momento se quer.
Peito forte não é de aço!
Corro o risco, mas faço, e refaço se preciso for.
Larga menina, do pudor.
O apego um dia vai embora e o enjôo vai passar.
Vai esbanjar de novo toda a graça que tem,  o choro não será mais teu, vai além.
Tudo vai se encaixar!
O fruto que plantou vai germinar e nascer só felicidade.
Por que todo amor que é de verdade não morre, não morre mais.
Mudou e agora é só paz.
Acaba toda a guerra de sentimentos.
Aquela confusão foi só reação dos seus atos tão racionais.
Na tua razão que emoção só tem, vai mais além que os frutos, vezes injustos
Da imaginação de alguém.

Na social

Quanta hipocrisia nessa iguaria de gente
Batata da mesma plantação
Farinha do mesmo saco
Como quiser chamar
Me quero longe de tudo isso
De hipocrisia eu não preciso
Minha tv já tem em todos os canais
Gosto de coração, pessoas carnais, que se dão de graça
Doa um sorriso por dia e fala menos porcaria, sem farsa
Vida alheia não é novela
Todos sentem com o que ouvem de quem importa
Pra vocês hipócritas não fecho...
Eu BATO a porta

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Teoria

Não quero mais compôr
Canções ou coisas de amor
Porque todas as teorias que eu tinha
Caem por terra quando a história de amor é minha

Entendi

Que a vida foi feita pra viver. 
Que o mundo não gira envolta de você. 
Que nem todo mundo vai te entender. 
Que às vezes dá vontade de morrer, mas que a vida é boa demais pra se perder. 
Que a pessoa pode te amar e não querer te ver. 
Que o amor vai além do que podemos entender.
É, tudo isso parece clichê. 

Agora a gente sabe que eu já vivi e talvez você.
É melhor tentar mesmo que não vá nunca saber. 

Num dia você julga, no outro o julgado pode ser você!!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

I R A

Quando olhei para o céu o mundo todo desabou
Aquele mundo tão particular, feito de quatro paredes que me protegiam
Sobre minha cabeça começou a desabar
Minha vida e o resto do mundo passaram diante de mim num segundo
Mostrando o quanto é intenso e profundo viver
O quanto é confusa e incerta a vida
Agora aqui de pé, olhando pra esse mundo, não sei se quero voltar
Não sei se quero pisar nesse chão de novo
No amor, na cura, no vício, no lodo
O que me cura também me consome, e sendo homem continuo a pecar
Pecamos por amor, sentimos dor, nos anestesiamos e continuamos a caminhar
É luxo, é lixo, é vício... está escrito?
Coisas boa e ruins se misturam, nas nuvens, na névoa da loucura
Loucura é o dia a dia
Que vivemos sem saber do amanhã, na agônia
De ser, estar, de ter, fazer, ir e vir... E se eu quiser só ficar parado aqui?
Não me contento com o pouco
Mas não vim aqui pra ficar sentado, dentro dessa gaiola, desse quadrado
Quadrado que me prende quase todos os dias
E os dias que estou livre fico em plena alegria
Gosto dos dias completos
Sentir o friozinho do amanhecer, o calor do dia, o cheiro da noite...
É tudo tão estranho por aqui
Eu penso, ouço, reflito e continuo não me encaixando
Nesse mundo louco que vivo e aos poucos vou me entregando
As pessoas são tão diferentes, como faz pra saber lidar?!
Falam uma coisa, pensam e sentem outras
É tão difícil a verdade confessar?
Eu sinto, eu falo, eu crio, aviso... eu VIVO
Sou furacão de emoções.
Sou o grito da verdade, sou suplício... Ilícito caminho de ilusões
Se sabe como, me têm
Cada momento me sinto mais além
Não espero mais, não respiro mais essa arte de amar
Quem amei amou e voou
Quem gostei pousou e passou
Tudo passa por aqui, nada fica
Nada é tão seguro ao ponto de não partir
Parto, vazo, rezo, raza é minha paciência
Que aos poucos foi ficando raza, de tão vasta vivência
Me fala, me cala, me deixe se for capaz
Porque quem me tem, têm
Quem não me teve, não terás mais
Gosto e desgosto como num pulsar
Passa revira minha irá, não me deixa ficar onde está
Revolta, envolta de mim essa volta dá
Me pira, Safira, Indira, pé de maracujá
Airando, pairando, voando no espaço sideral
A vida que eu vivo, dúvido
Você não verá igual